Há alguns anos li “A ridícula ideia de nunca mais te ver”, da Rosa Montero, e ainda lembro da sensação de identificação com vários trechos do livro, desde o primeiro parágrafo. Recentemente, tirei o livro da estante para reler as passagens e parece que me impactaram ainda mais. Duas pinturas da minha coleção de maio nasceram desse contexto, e essa é uma delas.

Uma das metáforas mais belas e brutais que li nos últimos tempos está no livro. Não é da Rosa, mas ela cita a escritora Carmen Laforet, que escreve em um de seus livros: “Eram como pássaros envelhecidos e sombrios, com o peito palpitante por ter voado muito num espaço de céu tão pequeno”.

Daí nasce a minha pintura. Como um lembrete. O mundo pode ser um lugar muito cruel e sei que a porta da gaiola não está aberta para todos, infelizmente. Mas, para quem ela está, voa.

Dimensões: 27x35cm

 

Um lembrete para voar

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Há alguns anos li “A ridícula ideia de nunca mais te ver”, da Rosa Montero, e ainda lembro da sensação de identificação com vários trechos do livro, desde o primeiro parágrafo. Recentemente, tirei o livro da estante para reler as passagens e parece que me impactaram ainda mais. Duas pinturas da minha coleção de maio nasceram desse contexto, e essa é uma delas.

Uma das metáforas mais belas e brutais que li nos últimos tempos está no livro. Não é da Rosa, mas ela cita a escritora Carmen Laforet, que escreve em um de seus livros: “Eram como pássaros envelhecidos e sombrios, com o peito palpitante por ter voado muito num espaço de céu tão pequeno”.

Daí nasce a minha pintura. Como um lembrete. O mundo pode ser um lugar muito cruel e sei que a porta da gaiola não está aberta para todos, infelizmente. Mas, para quem ela está, voa.

Dimensões: 27x35cm