Depois da repercussão da última, em que pintei uma mão feminina para nos representar, mulheres, fiquei pensando em como essa imagem também poderia se ampliar.

Assim nasceu a ideia de criar uma nova pintura, semelhante à anterior, mas agora com uma mão negra; lembrando que as nossas experiências como mulheres não são iguais, e que algumas dessas mãos enfrentam caminhos muito mais difíceis até alcançar os seus frutos.

A pintura é inspirada em uma metáfora da Sylvia Plath, presente em A redoma de vidro, onde ela descreve a vida como uma figueira carregada de frutos. Sempre achei essa metáfora dolorida, brutal, e acredito que ela se relaciona demais, também, com o dia de hoje. Porque, para muitas mulheres, não se trata apenas de escolher um caminho. Trata-se também de sobreviver a ele.

No Brasil, todos os dias mulheres têm seus futuros interrompidos pela violência. Mulheres que também tinham suas figueiras cheias de possibilidades: amores, planos, trabalhos, filhos, viagens, recomeços. Futuros inteiros que não chegaram a amadurecer.

Hoje, 8 de março, é absurdo pensar em como ainda lutamos pelo direito mais básico de todos: existir com liberdade e segurança. Mas seguimos na luta para que possamos continuar colhendo nossos figos, absolutamente todos os que quisermos, sem medo de não voltar para casa.

Dimensões: 30x40cm

 

Antes que os figos caiam - mão negra

R$1.390,00
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Depois da repercussão da última, em que pintei uma mão feminina para nos representar, mulheres, fiquei pensando em como essa imagem também poderia se ampliar.

Assim nasceu a ideia de criar uma nova pintura, semelhante à anterior, mas agora com uma mão negra; lembrando que as nossas experiências como mulheres não são iguais, e que algumas dessas mãos enfrentam caminhos muito mais difíceis até alcançar os seus frutos.

A pintura é inspirada em uma metáfora da Sylvia Plath, presente em A redoma de vidro, onde ela descreve a vida como uma figueira carregada de frutos. Sempre achei essa metáfora dolorida, brutal, e acredito que ela se relaciona demais, também, com o dia de hoje. Porque, para muitas mulheres, não se trata apenas de escolher um caminho. Trata-se também de sobreviver a ele.

No Brasil, todos os dias mulheres têm seus futuros interrompidos pela violência. Mulheres que também tinham suas figueiras cheias de possibilidades: amores, planos, trabalhos, filhos, viagens, recomeços. Futuros inteiros que não chegaram a amadurecer.

Hoje, 8 de março, é absurdo pensar em como ainda lutamos pelo direito mais básico de todos: existir com liberdade e segurança. Mas seguimos na luta para que possamos continuar colhendo nossos figos, absolutamente todos os que quisermos, sem medo de não voltar para casa.

Dimensões: 30x40cm